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Incentivos Fiscais: Um guia completo da Contajá para empresas

Os incentivos fiscais desempenham um papel crucial na engrenagem social de uma nação, já que direciona recursos para áreas que necessitam de maior atenção.

Os incentivos fiscais são benefícios que o governo oferece para apoiar empresas e setores específicos.

Ao reduzir ou gerar impostos, o objetivo é estimular o crescimento econômico e levar recursos para áreas importantes.

Esses incentivos ajudam a criar empregos, diminuir desigualdades e promover a inovação.

Além disso, servem como uma estratégia para equilibrar o desenvolvimento entre regiões e melhorar a qualidade de vida da população. Pois, quando bem aplicados geram resultados positivos para todos.

Quer saber como a sua empresa pode aproveitar esses incentivos e crescer de forma sustentável? Então, confira o nosso artigo até o final e descubra!

Quais empresas podem aproveitar os incentivos fiscais?

Muitas empresas podem aproveitar os incentivos fiscais oferecidos pelos governos:

  • Federal
  • Estadual
  • ou Municipal.

Esses benefícios são melhorados para estimular o crescimento e ajudar estratégias setoriais.

Assim, pequenas, médias e até microempresas podem pagar menos impostos, independente da área em que atuam.

Startups, por exemplo, costumam receber incentivos para investir em pesquisa e inovação. Ademais, empresas localizadas em zonas de incentivo fiscal podem obter isenções ou reduções de tributos, o que traz mais competitividade.

Além disso, setores como:

  • energia limpa
  • tecnologia
  • exportação
  • e agricultura.

São setores que têm acesso a vantagens como créditos fiscais. Vale lembrar que os incentivos podem variar de acordo com a região e o tipo de negócio também.

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Quais são os tipos de incentivos fiscais?

Os incentivos fiscais são benefícios que ajudam as empresas a reduzir custos com impostos e a melhorar a sua competitividade.

Eles podem ser oferecidos em diferentes níveis: federal, estadual e municipal. Veja abaixo os principais tipos:

Incentivos fiscais federais

No âmbito federal, há diversas opções de incentivos fiscais:

  • Redução de impostos: As empresas podem diminuir a sua base de cálculo do Imposto de Renda, PIS e COFINS.
  • Parcelamentos especiais: Programas que permitem regularizar débitos fiscais com redução de multas e juros, facilitando a organização financeira das empresas.
  • Setores específicos: Alguns incentivos focam em áreas como exportação, inovação e pesquisa, promovendo o desenvolvimento econômico em nível nacional.

Incentivos fiscais estaduais

Os governos estaduais também oferecem incentivos fiscais importantes:

  • Redução de ICMS: Em setores como agricultura, energia limpa ou indústria, a alíquota de ICMS pode ser menor para estimular negócios.
  • Apoio às pequenas empresas: Novos negócios que optam pelo Simples Nacional podem contar com menos custos de ICMS nos primeiros anos.
  • Zonas de desenvolvimento: Algumas regiões recebem incentivos para atrair investimentos, gerando emprego e renda localmente.

Incentivos fiscais dos municípios

Nos municípios, os incentivos fiscais são direcionados para apoiar a economia local:

  • Redução do ISS: O Imposto sobre Serviços pode ser reduzido para empresas que investem na região.
  • Estímulos para novos negócios: Algumas cidades oferecem benefícios fiscais para atrair novas empresas e fomentar o empreendedorismo local.

Vale destacar também, que os tipos de incentivos fiscais podem variar de acordo com cada região. Para aproveitar essas oportunidades, vale consultar um contador experiente.

Assim, com uma boa estratégia, a sua empresa pode economizar, crescer e se destacar no mercado!

Quais são os incentivos fiscais no âmbito federal?

Os incentivos fiscais oferecidos pelo governo federal ajudam as empresas a reduzir custos e investir no crescimento. Confira alguns exemplos importantes:

Redução de Impostos

As empresas podem reduzir a base de cálculo de tributos como Imposto de Renda, PIS e COFINS. Essa redução alivia a carga tributária e permite que mais recursos sejam direcionados para a expansão do seu negócio.

Incentivo à Inovação

A Lei do Bem é um ótimo exemplo de incentivo fiscal para empresas que investem em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Ela oferece por exemplo:

  • Redução da base de cálculo do Imposto de Renda.
  • Créditos de PIS/COFINS sobre despesas com P&D.

Dessa forma, esse incentivo é ideal para empresas que buscam inovação e se destacam no mercado.

Benefícios para Exportação

Empresas exportadoras podem contar com vantagens como por exemplo:

  • Redução ou autorização do PIS e da COFINS em operações específicas.
  • Isso melhora a competitividade dos produtos brasileiros no exterior.

Programas de Regularização Tributária

A Receita Federal oferece programas que ajudam as empresas a regularizar dívidas fiscais. Esses programas incluem, por exemplo:

  • Descontos em multas e juros.
  • Parcelamento das dívidas em condições especiais.
  • Essas medidas ajudam as empresas a organizar as suas finanças e manter as suas atividades em dia.

Simples Nacional

O Simples Nacional é um regime tributário voltado para micro e pequenas empresas. Pois, ele oferece:

  • Unificação de impostos: IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, ICMS e ISS em uma única guia.
  • Redução de alíquotas: Empresas pagam menos impostos dependendo do faturamento anual.
  • Isenções e deduções: Benefícios para atividades específicas e deduções de despesas com folha de pagamento.
  • Fator R: Uma estratégia que pode reduzir em até 10% a alíquota para empresas no Anexo V.

Assim, com esses incentivos fiscais, empresas de diferentes tamanhos podem economizar, simplificar a gestão e investir mais em seu crescimento.

Quais são os incentivos fiscais estaduais e municipais?

Os incentivos fiscais nos âmbitos estadual e municipal são criados para contribuir para o crescimento econômico, estimular setores estratégicos e atrair investimentos. Aqui estão alguns exemplos:

Incentivos fiscais estaduais

Redução de Alíquotas de ICMS

  • Setores Estratégicos: Alguns estados oferecem redução de ICMS para segmentos como por exemplo agronegócio, indústria, tecnologia e inovação. Isso incentiva o crescimento dessas áreas e gera empregos.
  • Produtos Específicos: Os Estados também podem reduzir o ICMS em itens como por exemplo alimentos, medicamentos, materiais de construção e bens de capital, tornando-os mais acessíveis ao consumidor.
  • Desenvolvimento Regional: Regiões menos específicas recebem incentivos fiscais para importações. Assim, com a redução do ICMS, é possível promover o crescimento econômico e social.
  • Novas Empresas no Simples Nacional: Em estados como Paraná e Rio de Janeiro, empresas recém-criadas no Simples Nacional podem ser beneficiadas com isenções ou alíquotas reduzidas de ICMS, dependendo dos exercícios.

Incentivos fiscais municipais

Isenção do ISS na Exportação de Serviços

  • Algumas cidades isentam o ISS (Imposto sobre Serviços) para exportação de serviços. Isso permite que empresas que atendem clientes internacionais se tornem mais competitivas, prejudicando seus custos.
  • Mas, quando combinado com isenções federais como PIS e COFINS, o benefício fiscal na exportação pode ser ainda maior.

Redução de Alíquotas de ISS para Atividades Específicas

  • Setores Estratégicos: Os municípios podem reduzir o ISS para áreas como tecnologia, turismo, cultura e inovação. Assim, essas iniciativas atraem empresas e ajudam a desenvolver a economia local.

Como funciona a Lei do Bem para empresas?

A Lei do Bem (Lei 11.196/2005) funciona como um incentivo fiscal automático para empresas que investem em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), permitindo a redução no Imposto de Renda (IRPJ) e na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) sobre os gastos com esses projetos, além de outros benefícios como IPI reduzido e depreciação acelerada de equipamentos, sem necessidade de aprovação prévia, mas exigindo prestação de contas anual ao MCTI para validação. 

Como identificar oportunidades de incentivos para a sua empresa

Identificar os incentivos corretos é um trabalho de investigação. O primeiro passo é fazer um diagnóstico interno, respondendo a perguntas como:

  • Qual é a atividade principal da minha empresa?
  • Onde estamos localizados?
  • Qual nosso regime tributário?
  • Realizamos atividades de pesquisa ou inovação?
  • Temos planos de expansão ou de exportação?

Com essas respostas, é possível começar a mapear os programas relevantes. Ferramentas digitais e portais dos governos federal, estaduais e municipais são fontes de informação, mas a complexidade das leis exige o apoio de um especialista em contabilidade. Um contador experiente sabe onde procurar e como interpretar a legislação para encontrar as melhores oportunidades para o seu perfil.

Saiba sobre documentação contábil

Como planejar e implementar incentivos fiscais: etapas práticas

Aproveitar um benefício fiscal exige organização e planejamento. Não basta apenas encontrar a lei; é preciso criar um processo para garantir a conformidade.

Entenda sobre: Mudanças no IOF: o que muda em 2025 e 2026 

Diagnóstico inicial: atividades, localização e regime tributário (checklist)

O primeiro passo é coletar toda a documentação e informação relevante sobre a empresa. Um checklist básico inclui:

  • Contrato social e CNPJ.
  • Descrição detalhada das atividades e operações.
  • Localização da sede e filiais.
  • Enquadramento tributário atual.
  • Demonstrações financeiras e contábeis dos últimos anos.

Com esses dados em mãos, um contador pode fazer um cruzamento de informações para verificar a elegibilidade inicial para os principais programas de incentivo.

Entenda mais: Como abrir MicroEmpresa?

Mapeamento de incentivos aplicáveis

Após o diagnóstico, a próxima fase é a pesquisa ativa. Isso envolve consultar a legislação federal, as leis do seu estado e as normas do seu município. O objetivo é criar uma lista de todos os benefícios fiscais potenciais para os quais a empresa se qualifica, analisando os requisitos, as vantagens e as obrigações de cada um.

Saiba também: Enquadramento tributário

Como solicitar incentivos fiscais para minha empresa?

Para solicitar incentivos fiscais para sua empresa no Brasil, o processo envolve principalmente a submissão de projetos específicos às autoridades governamentais federais, estaduais ou municipais, dependendo do nível do benefício pretendido. É fundamental estar em dia com todas as obrigações fiscais. 

  1. Identifique os Incentivos Aplicáveis: Os incentivos fiscais variam amplamente (isenções, reduções de alíquotas, créditos de impostos, etc.) e são oferecidos em níveis federais, estaduais e municipais. Eles geralmente se destinam a setores estratégicos (inovação, infraestrutura, áreas menos desenvolvidas).
  2. Verifique a Elegibilidade: A maioria dos incentivos exige que a empresa não tenha débitos com o Fisco e atenda a critérios específicos, como o regime de tributação (empresas no regime de Lucro Real geralmente se qualificam para incentivos federais, enquanto o tipo de tributação é irrelevante para os níveis estadual e municipal).
  3. Prepare a Documentação Necessária: Os documentos comumente solicitados incluem:
    • Contrato Social e alterações posteriores.
    • Documentos pessoais dos sócios/administradores.
    • Certidões de regularidade fiscal (Receita Federal, INSS, FGTS, etc.).
    • Balanços e demonstrações contábeis.
    • Comprovante de inscrição no CNPJ e, se necessário, inscrições estaduais/municipais.
    • Uma carta de intenção ou projeto detalhado, descrevendo o investimento, a criação de empregos e outros fatores relevantes.
  4. Submeta o Projeto ou Documentação: A submissão é feita aos órgãos ou plataformas específicas responsáveis pelo incentivo:
    • Federal: Para projetos de inovação, a submissão pode ser feita em plataformas como o Novo FORMP&D do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Para incentivos regionais, como na área da SUDENE/SUDAM, a solicitação é feita através de plataformas como o SIBF.
    • Estadual e Municipal: Os pedidos são direcionados às Secretarias de Fazenda ou Desenvolvimento Econômico dos respectivos estados ou municípios. O processo pode envolver a apresentação de documentos à Prefeitura local para aprovação, como no caso de isenção de IPTU ou redução de ISS.
  5. Acompanhe e Cumpra as Condições: Após a submissão, os órgãos governamentais avaliarão a aplicação. Se aprovado, a empresa deve garantir o cumprimento contínuo de todas as condições estabelecidas para manter o benefício. 

Recomendação: Devido à complexidade e variação das leis fiscais no Brasil, é altamente recomendável buscar a orientação de um contabilista ou consultor fiscal especializado para identificar os incentivos mais adequados e garantir que o processo de solicitação seja feito corretamente. 

Incentivos fiscais para PMEs

As pequenas e médias empresas (PMEs) no Brasil podem, sim, acessar incentivos fiscais — principalmente por meio de regimes tributários simplificados e programas governamentais específicos. Esses benefícios podem resultar em redução, isenção ou compensação de impostos federais, estaduais e municipais, variando conforme o setor de atuação e a localização da empresa.

Com o enquadramento correto e um bom planejamento tributário, é possível pagar menos impostos de forma totalmente legal.

Simples Nacional

O Simples Nacional é o regime mais utilizado por PMEs. Ele unifica oito tributos (IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, IPI, CPP, ISS e ICMS) em uma única guia, o DAS, reduzindo burocracia e, em muitos casos, a carga tributária.

Na Contajá, analisamos se o Simples Nacional é realmente a melhor opção ou se outro regime pode gerar mais economia para o seu negócio.

Programa Acredita e Acredita Exportações

O Programa Acredita foi criado para facilitar o acesso ao crédito e a renegociação de dívidas para micro e pequenas empresas. Já o Acredita Exportações permite que empresas exportadoras recuperem créditos tributários, como PIS e Cofins, pagos durante a produção.

Isso aumenta a competitividade das PMEs no mercado internacional e melhora o fluxo de caixa.

Lei do Bem (Lei nº 11.196/2005)

Apesar de ser mais conhecida entre grandes empresas, a Lei do Bem também pode beneficiar PMEs que investem em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Ela permite deduzir despesas com inovação da base de cálculo do IRPJ e da CSLL, desde que a empresa cumpra os requisitos legais.

Com apoio contábil especializado, muitas PMEs deixam de pagar impostos desnecessários ao investir em inovação.

Consulte um especialista contábil sobre incentivos fiscais

Em resumo, as regras de incentivos fiscais podem mudar bastante entre estados e municípios. Por isso, é importante contar com a ajuda de um contador ou especialista. Esse profissional vai ajudá-lo a entender quais benefícios se aplicar ao seu negócio e como aproveitá-los ao máximo.

Além de garantir que sua empresa esteja em conformidade com as leis, um contador pode orientar sobre como reduzir custos e otimizar o seu planejamento tributário.

Assim, os incentivos fiscais são uma ótima oportunidade para economizar e investir no crescimento da sua empresa. Não deixe de buscar orientação contábil!

O que são incentivos fiscais?

São benefícios concedidos pelo governo para reduzir a carga tributária de empresas ou pessoas.

Quem pode usufruir dos incentivos fiscais?

Empresas, pessoas físicas e organizações que atendem aos critérios estabelecidos pela legislação.

Quais são os tipos mais comuns de incentivos fiscais?

Isenções, reduções de alíquotas, créditos tributários e deduções.

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Lívia Barroso

COO e contadora responsável técnica da Contajá, contabilidade online para micro e pequenas empresas. Graduada em Ciências Contábeis pela UFV e com MBA em Gestão de Pessoas com Ênfase em Liderança Organizacional pela USP/Esalq, lidera as operações da empresa aliando visão estratégica, excelência técnica e foco total na experiência do cliente.