Início » Como fazer a apuração de impostos em 2026: passo a passo, cálculo e prazos

CNPJ

Como fazer a apuração de impostos em 2026: passo a passo, cálculo e prazos

Descubra como realizar a apuração de impostos sem complicações e mantenha sua empresa em dia com o Fisco. Veja mais em nossa nova publicação!

imagem de pessoa pesquisando sobre apuração de impostos

Fazer a apuração de impostos é calcular, período a período, quanto a sua empresa deve pagar de tributos com base no faturamento e no regime tributário. Na prática, você organiza notas e receitas do mês, aplica as alíquotas do seu regime (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real), gera as guias e paga dentro do prazo. Feito certo, isso evita multas, mantém o CNPJ regular e ainda ajuda a pagar menos imposto de forma legal.

Neste guia atualizado para 2026 você vai ver o que é a apuração, quais impostos entram na conta, como o cálculo muda em cada regime, quanto uma empresa costuma pagar, um exemplo prático de imposto sobre nota fiscal, o calendário de prazos e o que muda com a Reforma Tributária.

Sua empresa merece um contador que resolve. A Contajá cuida de toda a apuração de impostos do seu negócio e ainda abre empresa a partir de 24 horas. Nota 9,6 no Reclame Aqui, 4,8 no Google, indicada ao Prêmio Reclame Aqui 2026 e duplamente premiada pela FIA como uma empresa incrível para se trabalhar.

O que é a apuração de impostos?

Apuração de impostos é o processo contábil de calcular o valor dos tributos que a empresa precisa recolher em cada período. O contador reúne as receitas e, dependendo do regime, também as despesas, aplica as regras de cada tributo e chega ao valor a pagar, que vira uma guia (DAS, DARF, boleto de ICMS ou ISS).

Esse cálculo não é opcional. Toda empresa ativa precisa apurar seus impostos de forma periódica, mesmo que em algum mês não tenha faturado nada. O ponto de partida é sempre o regime tributário adotado, porque é ele que define quais tributos incidem e com qual frequência a conta é feita.

Para que serve a apuração de impostos?

Serve para manter a empresa em dia com o Fisco e para dar ao empresário previsibilidade sobre quanto vai pagar. Sem apuração correta, o negócio fica exposto a três problemas concretos: multas e juros por atraso, exclusão de benefícios (como o próprio Simples Nacional) e autuações em fiscalizações.

Além do lado defensivo, a apuração bem feita é a base do planejamento tributário. Quando você sabe exatamente quanto cada regime custaria para o seu faturamento, dá para escolher o enquadramento mais barato dentro da lei, e não descobrir isso só no fim do ano.

Quais impostos entram na apuração?

Depende do regime e da atividade, mas os tributos mais comuns na apuração de uma empresa são estes:

  • IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica): incide sobre o lucro. Alíquota de 15%, mais adicional de 10% sobre a parcela do lucro que passar de R$ 20.000 por mês (R$ 60.000 por trimestre).
  • CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido): complementa o IRPJ e também recai sobre o lucro. Alíquota geral de 9%. Entenda a CSLL.
  • PIS e Cofins: contribuições federais sobre o faturamento. No regime cumulativo (Lucro Presumido) somam 3,65% (0,65% de PIS e 3% de Cofins). No não cumulativo (Lucro Real) somam 9,25% (1,65% e 7,6%), mas permitem descontar créditos. Como funciona a Cofins.
  • ICMS: imposto estadual sobre circulação de mercadorias e alguns serviços. A alíquota varia por estado. O que é ICMS.
  • ISS: imposto municipal sobre serviços, de 2% a 5% conforme a cidade e a atividade.
  • IPI: incide sobre produtos industrializados, cobrado na saída da indústria.

No Simples Nacional quase todos esses tributos são reunidos em uma guia única (o DAS). Já no Lucro Presumido e no Lucro Real cada imposto é apurado separadamente, o que torna o processo mais detalhado.

Quais são as formas e períodos de apuração?

Existem duas perguntas por trás de “regime de apuração”: com que frequência se apura e sobre qual base. Entender isso evita a maior parte dos erros.

Período de apuração

É a frequência com que a conta é fechada. O DAS do Simples e o PIS/Cofins são apurados mensalmente. O IRPJ e a CSLL do Lucro Presumido são apurados por trimestre. No Lucro Real, a empresa pode apurar por trimestre ou de forma anual, com antecipações mensais.

Regime de caixa x regime de competência

No regime de competência, a receita é reconhecida quando a venda acontece, mesmo que o cliente ainda não tenha pago. No regime de caixa, entra na conta quando o dinheiro de fato cai. A escolha muda o mês em que o imposto é devido e, por isso, é uma decisão de planejamento.

Cumulativo x não cumulativo

Diz respeito a PIS e Cofins. No regime cumulativo você paga alíquota menor, mas não desconta créditos. No não cumulativo a alíquota é maior, porém dá para abater créditos sobre insumos e algumas despesas. Empresas com muitos custos costumam se beneficiar do não cumulativo.

Como funciona a apuração em cada regime tributário?

A apuração muda bastante entre os três regimes. O resumo prático está na tabela abaixo, e depois detalhamos cada um.

RegimeBase de cálculoComo se apura
Simples NacionalFaturamento dos últimos 12 mesesGuia única (DAS) mensal, alíquota da tabela do anexo
Lucro PresumidoMargem presumida sobre a receitaIRPJ e CSLL por trimestre; PIS/Cofins mensal; ICMS/ISS à parte
Lucro RealLucro contábil real ajustadoIRPJ e CSLL sobre o lucro; PIS/Cofins com créditos; mais obrigações

Simples Nacional

É o regime mais simples de apurar. Os tributos federais, estaduais e municipais são unificados em uma guia mensal, o DAS. A alíquota efetiva depende do faturamento acumulado nos últimos 12 meses e do anexo da atividade. Você não apura IRPJ, CSLL, PIS, Cofins, ICMS e ISS separadamente: tudo já está dentro da alíquota. Consulte a tabela do Simples Nacional 2026 para achar a sua faixa.

Lucro Presumido

Aqui o governo presume uma margem de lucro sobre a sua receita. Sobre essa margem incidem IRPJ e CSLL, apurados por trimestre. As margens de presunção do IRPJ são, em geral, de 8% para comércio e indústria e de 32% para serviços. PIS e Cofins incidem sobre o faturamento no regime cumulativo (3,65% somados). ICMS e ISS são apurados à parte. Veja como funciona o Lucro Presumido.

Lucro Real

É a apuração mais detalhada e obrigatória para faturamento anual acima de R$ 78 milhões e para algumas atividades. IRPJ e CSLL incidem sobre o lucro contábil real, depois de ajustes de adições e exclusões. PIS e Cofins ficam no regime não cumulativo (9,25%), com direito a créditos. Costuma valer a pena para empresas com margem apertada ou muitos custos dedutíveis. Compare os três regimes.

Dica da Contajá: a escolha do regime é a decisão que mais mexe no valor do imposto. Vale simular os três antes de decidir, e um contador faz essa simulação com os números reais da sua empresa.

Quanto uma empresa paga de imposto?

Não existe um valor único: depende do regime, da atividade e do faturamento. Para dar uma referência, veja quanto pagaria por mês uma empresa de serviços que fatura R$ 20.000 mensais (R$ 240.000 por ano) em cada regime, com valores de 2026.

RegimeCarga aproximadaValor no mês (R$ 20 mil)
Simples Nacional (Anexo III)cerca de 7,3% (alíquota efetiva)aproximadamente R$ 1.460
Lucro Presumidocerca de 16,3% sobre o faturamentoaproximadamente R$ 3.266
Lucro Realvaria conforme o lucro real e os créditosdepende do resultado do período

O exemplo mostra por que a apuração e a escolha do regime importam tanto: para o mesmo faturamento, a diferença passa de R$ 1.800 por mês. Uma empresa prestadora de serviços no anexo errado pode pagar o dobro do necessário. Os valores acima são ilustrativos: a alíquota real depende do seu faturamento acumulado e da sua atividade.

Como calcular o imposto de uma nota fiscal?

Calcular o imposto de uma nota fiscal é aplicar, sobre o valor do serviço ou do produto, as alíquotas dos tributos que incidem no seu regime. Veja um exemplo com uma nota de serviço de R$ 10.000 no Lucro Presumido, ISS de 5%.

  1. PIS: 0,65% de R$ 10.000 = R$ 65,00.
  2. Cofins: 3% de R$ 10.000 = R$ 300,00.
  3. ISS: 5% de R$ 10.000 = R$ 500,00.
  4. IRPJ: base presumida de 32% = R$ 3.200; sobre ela, 15% = R$ 480,00.
  5. CSLL: base presumida de 32% = R$ 3.200; sobre ela, 9% = R$ 288,00.

Somando, essa nota gera cerca de R$ 1.633 em tributos, aproximadamente 16,3% do valor. No Simples Nacional, essa mesma nota teria só o DAS, calculado pela alíquota efetiva da sua faixa, sem separar tributo por tributo. É por isso que o Simples costuma ser mais simples e, para muitos serviços, mais barato.

Atenção: IRPJ e CSLL do Lucro Presumido não são pagos nota a nota. Eles são somados e recolhidos por trimestre. O cálculo acima serve para você enxergar o peso de cada tributo dentro de uma venda.

Como fazer a apuração de impostos passo a passo?

O processo segue sempre a mesma lógica, independente do porte. Veja o passo a passo e o que a Contajá faz em cada etapa pela sua empresa.

1. Organizar os documentos fiscais

Reúna todas as notas de entrada e de saída, extratos e comprovantes do período. A classificação correta dessas receitas e despesas é o que garante um cálculo certo. Com a Contajá, você envia os documentos e o time organiza tudo.

2. Identificar o regime e os tributos devidos

Confirme em qual regime a empresa está e quais tributos incidem sobre a sua atividade. O contador da Contajá valida o enquadramento e sinaliza se outro regime seria mais vantajoso.

3. Calcular a base e aplicar as alíquotas

Some as receitas do período, aplique a base (faturamento, margem presumida ou lucro real) e as alíquotas de cada tributo. Esse cálculo é feito pelo time contábil, sem você precisar entender de tabela.

4. Gerar as guias de pagamento

Emita o DAS, os DARF e os boletos de ICMS e ISS. A Contajá gera as guias e envia para você com o valor e o vencimento já certos.

5. Pagar dentro do prazo e cumprir as obrigações acessórias

Pague as guias e entregue as declarações do período (EFD, DCTFWeb e afins). O time acompanha os prazos e faz as entregas, evitando multa por atraso.

6. Revisar e guardar os comprovantes

Confira os valores, guarde os comprovantes e concilie com o financeiro. A Contajá faz revisões periódicas para achar erros antes que virem problema.

Cansado de correr atrás de guia e prazo? A Contajá assume a apuração da sua empresa e abre novos CNPJs a partir de 24 horas. Nota 9,6 no Reclame Aqui e 4,8 no Google.

Quais são os prazos e o calendário de apuração?

Perder prazo é o erro que mais custa caro, porque gera multa e juros automáticos. Os principais vencimentos são estes (podem variar por estado e município):

Tributo / obrigaçãoFrequênciaVencimento típico
DAS (Simples Nacional)MensalDia 20 do mês seguinte
PIS e CofinsMensalDia 25 do mês seguinte
IRPJ e CSLL (Presumido)TrimestralÚltimo dia útil do mês seguinte ao trimestre
ICMSMensalVaria conforme o estado
ISSMensalVaria conforme o município

Vale montar um calendário fiscal próprio ou deixar que a contabilidade avise cada vencimento. Um único DAS atrasado já entra na malha e pode, com o tempo, levar à exclusão do Simples.

Quais são os erros mais comuns na apuração de impostos?

  • Documentação desorganizada: notas perdidas ou lançadas errado distorcem toda a apuração.
  • Classificar receita e despesa na categoria errada: muda a base de cálculo e pode gerar imposto a mais ou autuação.
  • Ignorar mudanças na legislação: as regras mudam todo ano, e usar alíquota antiga leva a erro de cálculo.
  • Perder prazos: multa e juros que poderiam ser evitados com um calendário fiscal.
  • Ficar no regime errado: o erro mais caro de todos, pois faz a empresa pagar imposto acima do necessário por meses.
  • Fazer tudo sozinho sem base técnica: apuração feita no improviso é a maior fonte de passivo fiscal. Vale contar com um contador online.

O que muda na apuração com a Reforma Tributária?

A partir de 2026 a apuração entra em uma fase de transição por causa da Reforma Tributária. Em 2026 já vale uma alíquota de teste de 1% (0,9% de CBS e 0,1% de IBS), mas com caráter apenas informativo: quem cumpre as obrigações acessórias e emite os documentos fiscais com os campos de IBS e CBS fica dispensado do recolhimento neste ano. Ou seja, por enquanto não há aumento de carga, e o objetivo é adaptar os sistemas.

A mudança de fato começa em 2027, quando PIS e Cofins são extintos e a CBS passa a valer com alíquota cheia. Entre 2029 e 2032, ICMS e ISS vão sendo reduzidos e o IBS assume o lugar deles, até a substituição completa. A grande novidade operacional é a apuração assistida: o novo modelo tende a chegar pré-preenchido a partir das notas fiscais eletrônicas, e a empresa passa a conferir e ajustar, em vez de calcular do zero. Mesmo assim, manter documento fiscal certo e regime bem escolhido continua sendo o que garante a conta correta.

Fonte oficial: acompanhe o cronograma e as regras da transição no portal do Comitê Gestor do IBS (cgibs.gov.br) e da Receita Federal (gov.br/receitafederal).

Conclusão: apuração em dia é empresa tranquila

A apuração de impostos é o cálculo periódico do que a sua empresa deve ao Fisco, feito a partir do faturamento e do regime tributário. Fazer isso certo evita multa, mantém o CNPJ regular e, quando bem planejado, reduz o imposto pago dentro da lei. O caminho é organizar documentos, escolher o regime certo, calcular sobre a base correta, gerar as guias e respeitar os prazos.

Deixe a apuração com quem entende. A Contajá é uma contabilidade digital com nota 9,6 no Reclame Aqui, 4,8 de avaliação no Google, indicada ao Prêmio Reclame Aqui 2026 e duplamente premiada pela FIA como uma empresa incrível para se trabalhar. Abrimos a sua empresa a partir de 24 horas e cuidamos de todos os seus impostos.

Perguntas frequentes sobre apuração de impostos

Qual a diferença entre apuração e recolhimento de impostos?

Apuração é o cálculo do valor devido no período; recolhimento é o pagamento desse valor por meio da guia. Primeiro você apura (calcula), depois recolhe (paga). Os dois têm prazos próprios e são etapas distintas da mesma obrigação.

Empresa sem faturamento precisa fazer apuração?

Sim. Mesmo sem faturar, a empresa precisa cumprir as obrigações acessórias e, no Simples, ainda pode ter o DAS do INSS do pró-labore. Deixar de declarar mês sem movimento gera multa e pode levar à exclusão do regime.

O que é período de apuração?

É a frequência com que os tributos são calculados. O DAS do Simples e o PIS/Cofins são mensais; o IRPJ e a CSLL do Lucro Presumido são trimestrais. No Lucro Real, a apuração pode ser trimestral ou anual com antecipações mensais.

Como saber quanto de imposto minha empresa vai pagar?

Você aplica a alíquota do seu regime sobre a base de cálculo (faturamento, margem presumida ou lucro real). No Simples, é a alíquota efetiva da sua faixa sobre o faturamento. O jeito mais seguro é simular os três regimes com um contador antes de decidir.

Microempresa paga quanto de imposto?

Depende do anexo e do faturamento. Uma microempresa de serviços no Anexo III começa com alíquota efetiva em torno de 6% a 7,3% sobre o faturamento. No comércio (Anexo I), a alíquota inicial é de 4%. Consulte a tabela do Simples Nacional para a sua faixa.

Quais impostos entram na apuração de uma empresa do Simples Nacional?

No Simples, IRPJ, CSLL, PIS, Cofins, ICMS, ISS, IPI e a contribuição patronal (na maioria dos anexos) são reunidos em uma guia única, o DAS. Você não apura cada um separadamente: todos já estão dentro da alíquota efetiva da sua faixa.

O que muda na apuração de impostos com a Reforma Tributária em 2026?

Em 2026 há uma alíquota de teste de 1% (CBS e IBS) apenas informativa, sem recolhimento para quem cumprir as obrigações. A mudança real vem de 2027 em diante, com a CBS substituindo PIS e Cofins e, depois, o IBS substituindo ICMS e ISS. Surge também a apuração assistida, pré-preenchida a partir das notas fiscais.

Fale com a Contajá

Carla Tomaz

Coordenadora de operações da Contajá e especialista em Departamento Pessoal, com ampla experiência em legislação trabalhista, gestão de folha e processos admissionais e demissionais. Com olhar técnico e foco em eficiência, lidera a área que garante segurança jurídica e organização para centenas de empresas em todo o Brasil.