Início » Como abrir empresa no Simples Nacional em 2026: passo a passo

Abrir CNPJ

Como abrir empresa no Simples Nacional em 2026: passo a passo

Quer abrir sua empresa Simples Nacional? A Contajá é a melhor contabilidade online que entende de tributos, planejamento e documentação deste regime.

Imagem de pessoa querendo abrir empresa simples nacional

Abrir uma empresa no Simples Nacional em 2026 envolve 7 etapas: contratar um contador, definir a natureza jurídica (EI, SLU ou LTDA), fazer a consulta de viabilidade na Junta Comercial, reunir a documentação, registrar a empresa, obter CNPJ e alvará e pedir a opção pelo Simples Nacional no momento da inscrição do CNPJ, pelo Portal Redesim. Mas, com uma contabilidade online como a Contajá, o CNPJ pode sair a partir de 24 horas.

O que é o Simples Nacional?

O Simples Nacional é um regime tributário simplificado, criado pela Lei Complementar 123/2006, que unifica a apuração e o recolhimento de vários impostos em uma única guia mensal, o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS).

Esse documento reúne tributos federais, estaduais e municipais, como IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins, IPI, ICMS, ISS e a Contribuição Previdenciária Patronal (CPP), conforme o enquadramento da atividade. Então, ao invés de lidar com várias guias e vencimentos diferentes, o empresário paga tudo de uma vez.

No Simples Nacional, as alíquotas são progressivas e variam conforme o faturamento, o que costuma representar uma carga tributária menor para quem está começando.

Para se enquadrar, a empresa não pode ultrapassar o limite de faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano. Existe ainda um sublimite de R$ 3,6 milhões, uniforme em todos os estados em 2026. Esse sublimite não tira a empresa do Simples Nacional, apenas muda a forma de pagar ICMS e ISS:

  • Até R$ 3,6 milhões, esses impostos entram no DAS;
  • Acima disso, e até R$ 4,8 milhões, a empresa continua no Simples, mas recolhe ICMS e/ou ISS por fora, direto ao estado ou município.

Você encontra os valores atualizados na tabela do Simples Nacional 2026.

Passo a passo para abrir uma empresa no Simples Nacional:

Abrir um CNPJ no Simples Nacional envolve algumas etapas essenciais. Com organização e a ajuda de uma boa contabilidade, o processo fica muito mais tranquilo. Veja cada passo.

1. Contrate um contador

Antes de tudo, contrate uma contabilidade online que entenda de Simples Nacional. A Contajá é referência: somos a contabilidade online mais bem avaliada no Reclame Aqui, dominando os tributos, as documentações e os prazos do Simples Nacional. Conte com a gente para abrir sua empresa a partir de 24 horas!

2. Escolha o tipo de empresa

O primeiro passo é definir a natureza jurídica do negócio, que determina o formato legal e a responsabilidade dos sócios. As opções mais comuns para quem vai optar pelo Simples são:

  • Empresário Individual (EI): para quem empreende sozinho e não precisa separar o patrimônio pessoal do da empresa. Não exige capital social mínimo.
  • Sociedade Limitada Unipessoal (SLU): também para quem empreende sem sócios, com a vantagem de proteger o patrimônio pessoal, que não se mistura com o da empresa.
  • Sociedade Limitada (LTDA): indicada para dois ou mais sócios. A responsabilidade de cada um é limitada ao valor das suas quotas.

A escolha depende do seu plano de negócios e da sua disposição a riscos. Para prestadores de serviço que atuam sozinhos, a SLU costuma ser a preferida pela segurança que oferece.

3. Consulta de viabilidade

Antes de registrar a empresa, é preciso verificar se o plano do negócio é viável. A consulta é feita na Junta Comercial do seu estado e envolve duas análises: a viabilidade do nome (verifica se o nome empresarial já está em uso) e a viabilidade do endereço (confirma se a atividade pode ser exercida no local). Algumas atividades, por exemplo, não podem funcionar em áreas residenciais. Essa etapa evita retrabalho e problemas no futuro.

4. Documentação necessária

Com a viabilidade aprovada, é hora de reunir os documentos. A lista varia conforme o estado e o tipo de empresa, mas geralmente inclui:

  • Documentos pessoais dos sócios: RG e CPF ou CNH, além de comprovante de residência atualizado.
  • Certidão de casamento, se houve alteração de nome.
  • Documento do endereço da empresa: cópia do IPTU ou documento com a inscrição imobiliária.
  • Ato constitutivo: Contrato Social (para LTDA e SLU) ou Requerimento de Empresário (para EI).

5. Registro na Junta Comercial

É quando a empresa passa a existir oficialmente. Com a viabilidade aprovada e os documentos prontos, o ato constitutivo é protocolado na Junta Comercial do estado. O Contrato Social é o documento jurídico mais importante da empresa: define as regras de funcionamento, a participação de cada sócio, as atividades (CNAEs) e o capital social. Vale contar com apoio contábil para elaborá-lo sem erros.

6. Inscrição no CNPJ e alvará

Após o registro na Junta, o número do CNPJ é gerado pela Receita Federal. Com o CNPJ, você já tem uma empresa legalmente constituída. O próximo passo é obter as licenças para operar, principalmente o alvará de funcionamento, emitido pela prefeitura.

Dependendo da atividade, pode ser preciso ter Licença do Corpo de Bombeiros, Licença da Vigilância Sanitária, Inscrição Estadual e licenças ambientais.

7. Opte pelo Simples Nacional

Para empresas recém-abertas, a opção pelo Simples é solicitada no momento da inscrição do CNPJ, no Módulo Administração Tributária (MAT) do Portal Redesim, e produz efeitos a partir da data de inscrição no CNPJ. Não existe mais prazo de 30 ou 60 dias depois da abertura: se a opção não for feita nesse momento, a empresa só pode pedir o Simples depois, nos prazos de empresa já existente.

Para empresas já existentes (por exemplo, quem está no Lucro Presumido e quer migrar), a regra geral é fazer a opção até o último dia útil de janeiro, com efeitos desde 1º de janeiro do mesmo ano. Para 2027, por causa da Reforma Tributária, o prazo foi antecipado: o pedido vai de 1º de setembro a 15 de outubro de 2026 (Resolução CGSN 194/2026), com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2027. Pendências que impedirem a opção podem ser regularizadas até 30 de outubro de 2026.

Dica extra para a Reforma Tributária: Ao solicitar a opção pelo Simples, você também já define se o IBS e a CBS serão recolhidos dentro da guia única (Simples Tradicional/Puro) ou apurados por fora (Simples Híbrido), conforme o perfil dos seus clientes (B2C ou B2B).

A escolha entre o Simples Nacional Tradicional ou Simples Híbrido

Com a Reforma Tributária, além de optar pelo enquadramento no Simples Nacional, você precisará escolher entre as modalidades Tradicional (Puro) ou Híbrido (por fora). A sua decisão afeta diretamente como seus impostos são apurados e o volume de crédito fiscal que o seu cliente pode reaproveitar:

1. Simples Nacional Tradicional (Puro)

Como funciona: É o modelo unificado. Todos os impostos, incluindo o novo IBS e a nova CBS, continuam sendo calculados e pagos juntos em uma única guia mensal, o DAS.

Transferência de crédito: O seu cliente pessoa jurídica recebe um crédito tributário limitado, correspondente apenas ao percentual equivalente ao valor de IBS e CBS efetivamente cobrado e recolhido na sua guia unificada do DAS.

Para quem é indicado: Empresas que vendem majoritariamente para o consumidor final (B2C / pessoas físicas). Como o cliente pessoa física não utiliza créditos de impostos, manter-se no Simples Tradicional garante menor complexidade operacional e preserva a sua rotina simples.

2. Simples Nacional Híbrido (Regular)

Como funciona: A empresa continua enquadrada no Simples Nacional para os demais tributos (como IRPJ, CSLL e CPP na guia do DAS), mas apura e recolhe o IBS e a CBS por fora do DAS, submetendo-se ao regime regular de não cumulatividade (débito e crédito).

Transferência de crédito: O seu cliente pessoa jurídica tem direito ao crédito tributário integral (alíquota cheia) destacado na sua nota fiscal.

Para quem é indicado: Empresas que vendem para outras empresas (B2B). Embora a nota fiscal exija um ajuste de preço pela incidência da alíquota cheia do IBS e da CBS, o custo líquido final para o cliente diminui por conta da recuperação total do crédito fiscal, tornando a sua empresa mais competitiva no mercado corporativo.

Simples Tradicional ou Híbrido? Não tome essa decisão sozinho!

Nossos especialistas analisam a sua empresa e o perfil dos seus clientes para indicar o regime tributário mais econômico e vantajoso para você.

Fale com a Contajá!

Como o prestador de serviço paga menos imposto no Simples Nacional?

Se você presta serviço, essa é a parte que mais mexe no seu bolso. A maioria das atividades de serviço do Simples Nacional cai no Anexo V, mas podem “migrar” para o Anexo III, e a diferença de imposto entre eles é grande: o Anexo III começa em 6% e o Anexo V começa em 15,5%.

O Fator R é a regra que define em qual anexo você fica. Ele mede a folha de pagamento comparada ao faturamento nos últimos 12 meses, pela fórmula: Fator R = (folha de salários dos últimos 12 meses ÷ receita bruta dos últimos 12 meses) × 100.

A leitura é direta: se o Fator R for igual ou maior que 28%, a atividade é tributada pelo Anexo III (com impostos a partir de 6%). Se for menor que 28%, fica no Anexo V (com impostos a partir de 15,5%), e essa avaliação é mensal.

Na prática, para muitos prestadores de serviço, ajustar a folha (incluindo o pró-labore) muda o anexo e reduz o imposto de forma legal. É um dos pontos onde uma contabilidade especializada gera mais economia.

Quanto custa para abrir um CNPJ Simples Nacional?

Os custos para abrir um CNPJ Simples Nacional variam conforme cidade, estado e complexidade do negócio, mas os principais são:

  • Taxas da Junta Comercial: em geral entre R$ 100 e R$ 500, conforme o estado e o tipo societário.
  • Inscrição no CNPJ: gratuita, feita pela Receita Federal.
  • Certificado Digital: custo anual entre R$ 150 e R$ 300, essencial para emitir notas fiscais e cumprir obrigações.
  • Honorários do contador: na Contajá não cobramos honorários para abrir empresa no plano Contajá Total.
  • Taxas de alvarás e licenças: cobradas pela prefeitura e por órgãos reguladores.

Na Contajá, você abre seu CNPJ no Simples Nacional a partir de 24 horas, com endereço fiscal disponível e planos a partir de R$ 137,00 para uma contabilidade online completa. Ainda assim, vale planejar e pesquisar os valores da sua região para não ter surpresas.

Vantagens do Simples Nacional

Optar pelo Simples pode trazer vários benefícios, especialmente para micro e pequenas empresas de serviço. Os principais são:

  • Simplificação tributária: unificação de oito impostos em uma única guia (DAS), o que facilita o controle e o pagamento.
  • Redução da carga tributária: para muitas atividades, as alíquotas do Simples são menores que as do Lucro Presumido e do Lucro Real.
  • Menos burocracia: a contabilidade é simplificada e a empresa fica dispensada de algumas obrigações acessórias exigidas em outros regimes.
  • Vantagem em licitações: a lei prevê critérios de desempate favoráveis a empresas do Simples em licitações públicas.

Simples Nacional vs. Lucro Presumido: qual a diferença?

A principal diferença está na forma de tributação e no nível de complexidade. O Simples Nacional unifica impostos em uma única guia (DAS) e costuma ser mais vantajoso para empresas com faturamento menor e atividades permitidas. O Lucro Presumido exige apurações separadas e costuma atender empresas com margens mais altas ou atividades vedadas ao Simples.

Na Contajá, nossos especialistas analisam faturamento, atividade e estrutura do negócio para indicar o regime mais econômico e seguro para cada caso.

Quais atividades (CNAEs) são permitidas ou restritas no Simples Nacional?

Nem toda atividade pode optar pelo Simples Nacional. Mas, a maioria dos serviços são permitidos:

  • advocacia;
  • TI e desenvolvimento;
  • saúde (psicologia, nutrição, fisioterapeuta etc);
  • marketing e publicidade;
  • consultoria.

Mas é o CNAE define o Anexo que determina a alíquota do imposto e, na maioria dos casos, pode ser III ou V.

Algumas atividades, como certas operações financeiras, importação e alguns serviços regulados, são vedadas ao regime. Por isso, antes de abrir seu CNPJ, vale a análise completa dos CNAEs para não errar o enquadramento.

O que muda na abertura de empresa Simples Nacional com a Reforma Tributária?

A Reforma Tributária sobre o consumo começou a valer em 1º de janeiro de 2026, iniciando a transição para o novo modelo com dois tributos: a CBS (federal) e o IBS (estadual e municipal), que vão substituir PIS, Cofins, ICMS e ISS. O IPI não é extinto: a partir de 2027 ele tem alíquota zero, exceto para produtos que tenham industrialização incentivada na Zona Franca de Manaus.

Em relação aos impostos, no ano de 2026 nada muda para quem está no Simples Nacional. O ano é de teste, ou seja, aplica-se uma alíquota somada de 1% (0,9% de CBS e 0,1% de IBS), sem aumento da carga tributária final. As empresas do Simples continuam com o regime preservado e só passam a destacar IBS e CBS nos documentos fiscais a partir de 2027.

Mas atenção! Agora, no momento da abertura do seu CNPJ você terá que escolher entre o Simples Nacional tradicional ou híbrido.

Para abrir Simples Nacional precisa de contador?

Sim, com exceção do MEI, todas as Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) optantes pelo Simples Nacional são legalmente obrigadas a manter acompanhamento contábil regular.

O contador é o profissional responsável por apurar os tributos mensais e entregar as declarações obrigatórias à Receita Federal. Operar sem contabilidade gera multas por atraso, bloqueios cadastrais e risco de exclusão do regime.

Com a Contajá, você abre a empresa 100% online a partir de 24 horas, com contadores especializados, suporte humano e segurança para crescer sem riscos.

Como abrir empresa no Simples Nacional com a Contajá?

Abrir empresa no Simples com a Contajá é rápido, seguro e totalmente online. O CNPJ pode sair a partir de 24 horas e uma equipe especializada cuida de todas as etapas, da análise do CNAE à obtenção do CNPJ e da Inscrição Municipal. Com a Contajá, você tem:

  • Abertura 100% digital, concluída a partir de 24 horas.
  • Especialistas dedicados para definir o melhor enquadramento tributário e o anexo mais econômico.
  • Análise completa de CNAE para garantir economia de impostos.
  • Suporte humanizado durante toda a jornada.
  • Mais de 200 profissionais para garantir um atendimento de qualidade.
  • A contabilidade online mais bem avaliada no Reclame Aqui, com nota média 9,4 de satisfação.

Perguntas frequentes sobre abrir empresa no Simples Nacional

Quem pode optar pelo Simples Nacional?

Podem optar microempresas (ME) com faturamento anual de até R$ 360 mil e empresas de pequeno porte (EPP) com faturamento de até R$ 4,8 milhões, desde que exerçam atividades permitidas pelo regime. A maioria dos prestadores de serviço se enquadra, respeitando as regras de anexo e CNAE.

Quanto tempo leva para abrir uma empresa no Simples Nacional?

O prazo varia por estado e município, indo de 3 a 10 dias úteis na média do mercado. Com a digitalização dos processos e o apoio da Contajá, é possível ter o CNPJ ativo a partir de 24 horas e emitir notas fiscais em até 72 horas depois disso.

Posso abrir uma empresa no Simples Nacional sem sócios?

Sim, você pode abrir como Empresário Individual (EI) ou como Sociedade Limitada Unipessoal (SLU), sem sócios. As duas podem optar pelo Simples Nacional. A SLU costuma ser preferida por proteger o patrimônio pessoal do empreendedor.

Quanto custa abrir uma empresa no Simples Nacional?

Os principais custos são a taxa da Junta Comercial (cerca de R$ 100 a R$ 500) e o certificado digital (cerca de R$ 150 a R$ 300 por ano). A inscrição no CNPJ é gratuita. Na Contajá, não há honorários para a abertura no plano Contajá Total e os planos começam em R$ 137,00 por mês.

O que é o Fator R e como ele reduz meu imposto?

O Fator R é a relação entre a folha de pagamento e a receita dos últimos 12 meses. Quando a folha representa 28% ou mais da receita, a atividade é tributada pelo Anexo III (a partir de 6%) em vez do Anexo V (a partir de 15,5%). Para prestadores de serviço, ajustar a folha pode reduzir bastante o imposto de forma legal.

Ana Clara Paiva

Diretora de marketing da Contajá, Linkedin Top Voice com expertise em comunicação, branding e posicionamento digital. Graduada em administração, possui pós-graduação em Liderança estratégica de pessoas e atualmente se especializa em Growth Marketing. Busca alta performance, aliando dados, criatividade e inovação na jornada do cliente.