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Nota fiscal e Reforma Tributária: o que muda em 2026?

Entenda como a NFS-e afetará empreendedores e prestadores de serviço em 2026. Prepare-se para as mudanças que estão por vir.

Imagem de pessoa com tablet mostrando alterações

A emissão de nota fiscal no Brasil passou por uma das maiores transformações das últimas décadas. Com a Reforma Tributária e a publicação da Lei Complementar nº 214/2025, entrou em vigor, a partir de 1º de janeiro de 2026, um novo padrão nacional para a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e).

Essa mudança tem como objetivo padronizar sistemas, integrar dados e reduzir a complexidade fiscal, mas, na prática, o período de transição tem gerado dúvidas, erros de emissão e instabilidades para empresários e profissionais contábeis.

A Contajá já está preparada para esse novo cenário, acompanhando de perto as regras, os sistemas e orientando seus clientes para evitar irregularidades.

Veja como emitir Notas Fiscais nas mais variadas cidades do Brasil:

Passo a passo para emitir nota fiscal por estado

Clique na sigla do estado para ver as cidades disponíveis.

SP

O que é Nota Fiscal?

A nota fiscal (NF) é o documento oficial que comprova uma transação comercial, como a venda de produtos ou a prestação de serviços. Ela é essencial para empresas, profissionais e consumidores.

Funções da nota fiscal:

  • Comprovação da transação
  • Documento fiscal para fiscalização
  • Proteção ao consumidor
  • Controle financeiro e contábil da empresa

O que mudou na Nota Fiscal?

A partir de 1º de janeiro de 2026, entrou em vigor um novo padrão nacional para a NFS-e, conforme determina a Lei Complementar nº 214/2025. Essa mudança faz parte do processo de transição da Reforma Tributária, que seguirá até 2032.

  • Todos os municípios devem adotar o padrão nacional da NFS-e
  • O layout da nota passa a ser único em todo o país
  • O NBS (Nomenclatura Brasileira de Serviços) se torna elemento central da emissão
  • Estados e municípios continuam responsáveis pela arrecadação, mas seguindo o mesmo padrão técnico

Na prática, os estados e municípios continuam responsáveis pela arrecadação e pela gestão das notas fiscais. O que mudou foi o padrão técnico: agora todos devem seguir o mesmo layout, os mesmos campos e as mesmas regras de validação. Não existe um sistema único nacional, mas sim um padrão único que todos os sistemas precisam respeitar.

Com isso, erros que antes passavam despercebidos passaram a gerar rejeições, inconsistências e retrabalho, especialmente durante este período inicial de adaptação.

Em resumo: Não existe um sistema único para todos, mas sim um padrão único que todos os sistemas devem seguir.

1. Novo padrão nacional

Até 2025, cada município tinha regras próprias.
A partir de 2026:

  • Layout único
  • Campos padronizados
  • Integração nacional de dados

2. NBS: a principal mudança

O NBS (Nomenclatura Brasileira de Serviços) identifica exatamente qual serviço foi prestado.

Em 2026:

  • O NBS é obrigatório
  • Ele impacta diretamente o cálculo de IBS e CBS
  • Um mesmo CNAE pode ter vários NBS diferentes

Para consultar, use nossa tabela de NBS:
https://servicos.contaja.com.br/nbs/

Por que a nota fiscal ficou mais rigorosa após a Reforma Tributária

Com o novo modelo, as notas fiscais passaram a alimentar bases de dados integradas entre municípios, estados e governo federal. Isso aumentou o cruzamento automático de informações e reduziu a margem para divergências.

Além disso, novos campos técnicos passaram a ser obrigatórios, como o NBS, a indicação correta da operação, a classificação tributária e os dados ligados ao futuro IBS e CBS. O objetivo é dar mais transparência, previsibilidade e uniformidade ao sistema, mas o efeito imediato tem sido um processo mais rigoroso.

Como os municípios podem emitir a NFS-e nacional?

Os municípios têm duas opções legais:

  1. Manter sistema próprio, desde que compartilhem todas as informações com o Repositório Nacional da NFS-e
  2. Aderir ao emissor nacional, disponibilizado pelo Governo Federal

Ou seja, o que muda não é “quem emite”, mas como os dados são padronizados e integrados.

Atenção: NFS-e pelo Portal Nacional (quando é obrigatório)

Em alguns municípios — especialmente os que aderiram integralmente ao emissor nacional — a emissão da NFS-e passou a ser feita exclusivamente pelo Portal Nacional do Governo Federal.

Desde 1º de janeiro de 2026, nesses casos:

  • A NFS-e deve ser emitida somente pelo portal oficial da sua Prefeitura
  • Não há emissão presencial

Portal oficial:
https://www.gov.br/nfse/pt-br

Essa regra não se aplica automaticamente a todos os municípios, pois depende da adesão local ao emissor nacional. A Contajá verifica isso caso a caso para cada cliente e já estamos auxiliando nossos clientes corretamente.

E o código do NBS é obrigatório? O que é isso?

A NBS (Nomenclatura Brasileira de Serviços, Intangíveis e Outras Operações que Produzam Variações no Patrimônio) é um sistema de codificação de 9 dígitos criado para padronizar a identificação de serviços, serviços digitais e intangíveis no Brasil. Ela visa facilitar a tributação (ISS, CBS), emissão de NFS-e, e o controle de importação/exportação de serviços (SISCOSERV). 

Principais detalhes sobre a NBS:

  • Finalidade: Padronizar a classificação de serviços para fins fiscais e tributários, tornando uniforme a identificação em todo o território nacional.
  • Estrutura: O código é composto por 9 dígitos, organizado em capítulos, posições, subposições, itens e subitens, indicando o tipo exato de serviço prestado.
  • Onde é usada: É comumente solicitada na Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e), sendo essencial para a correta tributação e para o Comércio Exterior.

Sua utilização é fundamental para a conformidade com a Reforma Tributária e a correta apuração do ISS. 

Como emitir Nota Fiscal Eletrônica em 2026: passo a passo

A Contajá separou um passo a passo simples:

Antes de emitir

Acesse o sistema da prefeitura ou o Portal Nacional da NFS-e, conforme o seu município.

Clientes Contajá encontram:

  • Link do portal
  • Login e senha
    diretamente na plataforma, em Dados da Empresa → Dados portal NFS-e

Passo a passo resumido

  1. Acesse o sistema e faça login
  2. Selecione Emissão de NFS-e (Emissão Completa)
  3. Não informe série e número de DPS
  4. Use a data da prestação do serviço como competência
  5. Preencha os dados do Tomador de Serviços
  6. Mantenha Intermediário não informado
  7. Informe o Local da Prestação
    • Em serviços remotos: “Local do domicílio principal do adquirente”
  8. Selecione a atividade e o NBS correto
  9. Classificação tributária (Simples Nacional):
    0001 – Tributada integralmente
  10. Atenção ao ISSQN:
    • Regra geral: devido ao município do prestador
    • Exportação de serviços: pode haver isenção
  11. Descreva o serviço de forma objetiva
  12. Informe o valor (convertido para reais, se exterior)
  13. Revise tudo e emita a nota

Atenção às alíquotas de ISS

  • Receita até R$ 180 mil (12 meses): alíquota padrão de 2,01%
  • Acima disso: a alíquota varia mensalmente
    Clientes Contajá devem solicitar o percentual correto ao suporte.

E depois?

Após emitir a nota:

Envie o PDF da NFS-e para a plataforma da Contajá até o dia 5 do mês seguinte, para garantir:

  • Apuração correta dos impostos
  • Conformidade fiscal
  • Evitar multas e inconsistências

Descomplicando a Nota Fiscal em 2026

É confuso para muita gente, mas algumas questões são importantes:

CNAE e NBS não são a mesma coisa

Um erro comum é achar que o CNAE define automaticamente o NBS. Na prática, isso não acontece. O CNAE descreve a atividade econômica da empresa de forma ampla, enquanto o NBS identifica o serviço específico prestado em cada nota fiscal.

Por isso, um mesmo CNAE pode estar vinculado a vários NBS diferentes. O que define qual código deve ser usado não é o cadastro da empresa, mas sim o serviço executado naquele momento e a forma como ele é descrito na nota fiscal.

O que significa “Indicação da Operação” na nota fiscal

O campo “Indicação da Operação” informa onde está domiciliado o tomador do serviço. Em grande parte dos casos, a opção correta é “Local do domicílio principal do adquirente”.

Esse campo é fundamental para evitar conflitos de competência entre municípios e garantir que a nota fiscal seja validada corretamente dentro do novo padrão nacional.

O que são CST e Classificação Tributária

O CST, ou Código de Situação Tributária, indica como o serviço está sendo tributado. Para empresas do Simples Nacional, o preenchimento mais comum é o de tributação integral.

Já a Classificação Tributária informa ao fisco como aquele serviço se enquadra nas regras de tributação. Para a maioria dos clientes da Contajá, a opção correta é “0001 – Tributadas integralmente”. Esses campos ganharam mais importância em 2026 porque passaram a dialogar diretamente com os novos controles trazidos pela Reforma Tributária.

O que é ISSQN e quando ele é devido

O ISSQN é o imposto municipal sobre serviços e, como regra geral, é devido ao município onde está sediada a empresa prestadora do serviço. Em casos de exportação de serviços, pode haver isenção do imposto, desde que o serviço atenda aos critérios legais.

Por isso, durante a emissão da nota fiscal, o campo do município geralmente já aparece preenchido e bloqueado, evitando alterações indevidas.

Quais são as alíquotas de ISSQN em 2026

Empresas com receita bruta acumulada nos últimos 12 meses de até R$ 180 mil utilizam, via de regra, a alíquota padrão de 2,01%. Empresas que ultrapassam esse limite não se enquadram nessa alíquota fixa e precisam apurar o percentual correto mensalmente, conforme o faturamento.

Esse ponto exige atenção, pois o uso de alíquota incorreta pode gerar recolhimento indevido de imposto.

Por que a Contajá é essencial nesse novo cenário?

A Contajá já está preparada para as mudanças da NF em 2026, orientando seus clientes desde:

  • Enquadramento correto do NBS
  • Emissão segura da NFS-e
  • Cumprimento de prazos
  • Adaptação a sistemas municipais ou nacionais

Por isso, conte com a gente, seja você empresário ou PJ, estamos aqui para te auxiliar em todo o processo da Reforma Tributária e com isso, deixar sua empresa regular!

Lívia Barroso

COO e contadora responsável técnica da Contajá, contabilidade online para micro e pequenas empresas. Graduada em Ciências Contábeis pela UFV e com MBA em Gestão de Pessoas com Ênfase em Liderança Organizacional pela USP/Esalq, lidera as operações da empresa aliando visão estratégica, excelência técnica e foco total na experiência do cliente.