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Enquadramento Tributário: O que é, como fazer e para que serve?

Entenda o enquadramento tributário ideal para sua empresa. Escolher corretamente pode reduzir impostos e evitar multas.

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Você já parou para pensar se sua empresa está pagando a quantidade certa de impostos? Acredite, escolher o enquadramento tributário correto é um dos passos mais estratégicos que um empreendedor pode dar. Essa decisão impacta diretamente o caixa do negócio, a burocracia do dia a dia e, claro, a sua tranquilidade perante o Fisco.

Muitos empresários acabam pagando mais impostos do que o necessário simplesmente por estarem no regime tributário errado. Por outro lado, um enquadramento inadequado também pode gerar multas e problemas fiscais.

A boa notícia é que entender esse universo não precisa ser um bicho de sete cabeças. Neste guia, vamos desvendar o que é o enquadramento tributário, quais são os tipos existentes e como fazer a melhor escolha para a sua empresa, garantindo economia e conformidade fiscal.

O que é enquadramento tributário?

O enquadramento tributário, também conhecido como regime tributário, é o conjunto de leis e normas que determina como uma empresa deve apurar e pagar seus impostos. É ele que define quais tributos serão cobrados, as alíquotas aplicáveis e as obrigações fiscais que a empresa precisará cumprir.

Em outras palavras, é o sistema que dita as regras do jogo fiscal para o seu negócio. A escolha desse sistema é feita no momento da abertura da empresa, mas pode ser reavaliada anualmente.

A importância de uma escolha acertada é imensa. Um enquadramento correto pode significar:

  • Economia tributária: Pagamento de menos impostos de forma totalmente legal.
  • Simplificação de processos: Menos burocracia e obrigações acessórias para cumprir.
  • Segurança jurídica: Garantia de que a empresa está em dia com suas responsabilidades fiscais, evitando multas e autuações.
  • Competitividade: Com uma carga tributária menor, a empresa pode oferecer preços mais competitivos ou ter uma margem de lucro maior.

Portanto, a definição do regime de tributação não é apenas uma formalidade contábil, mas uma decisão estratégica de gestão de negócios que afeta a saúde financeira da sua empresa.

Veja: Como abrir uma empresa Simples Nacional

Tipos de enquadramento tributário no Brasil

O sistema tributário brasileiro é conhecido por sua complexidade, mas, para a maioria das empresas, a escolha se resume a três regimes principais. Vamos conhecer cada um deles, além de um quarto regime aplicado em situações mais específicas.

1. Simples Nacional

O Simples Nacional é um regime tributário simplificado e favorecido, criado especialmente para Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP). O principal objetivo é facilitar a vida do pequeno empresário, unificando o recolhimento de oito impostos em uma única guia de pagamento, o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).

Para se enquadrar, a empresa precisa ter um faturamento anual de até R$ 4,8 milhões e exercer atividades permitidas pela legislação.

Entenda: Contabilidade para ME: melhores opções, valores e como funciona

Vantagens

  • Simplicidade: Pagamento de impostos em uma única guia.
  • Alíquotas reduzidas: Geralmente, as alíquotas são menores em comparação a outros regimes, especialmente nas faixas iniciais de faturamento.
  • Menos burocracia: Redução no número de declarações e obrigações fiscais.

Desvantagens:

  • Restrição de atividades: Nem todas as empresas podem optar pelo Simples Nacional.
  • Limite de faturamento: Empresas que ultrapassam o teto de R$ 4,8 milhões são desenquadradas.
  • Cálculo sobre o faturamento: O imposto é calculado sobre a receita bruta, sem considerar as despesas. Isso pode ser desvantajoso para empresas com margens de lucro apertadas.

Entenda: Contabilidade online para Simples Nacional

2. Lucro Presumido

Como o nome sugere, no Lucro Presumido, a Receita Federal presume qual foi o lucro da empresa com base em sua atividade. Em vez de calcular o imposto sobre o lucro real, utiliza-se uma porcentagem de presunção sobre o faturamento.

Este regime é uma opção para empresas com faturamento anual de até R$ 78 milhões e que não se enquadram nas atividades obrigatórias do Lucro Real.

  • Como funciona: As alíquotas de presunção de lucro variam conforme a atividade. Para a maioria dos serviços, por exemplo, a presunção é de 32% sobre a receita. Para comércio, é de 8%. Sobre essa base presumida, são aplicados os impostos sobre o lucro: o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Outros impostos, como PIS e COFINS, são calculados separadamente sobre o faturamento total.
  • Obrigações fiscais: A contabilidade é mais complexa que a do Simples Nacional, exigindo um controle mais rigoroso do livro caixa e das obrigações acessórias. É vantajoso para empresas com margens de lucro superiores à presunção legal.

3. Lucro Real

O Lucro Real é o regime tributário mais complexo e, em geral, obrigatório para empresas com faturamento anual superior a R$ 78 milhões ou que atuam em setores específicos, como o financeiro.

Neste regime, o IRPJ e a CSLL são calculados com base no lucro contábil real da empresa, apurado pela contabilidade e ajustado conforme as regras fiscais.

Particularidades:

  • Apuração detalhada: Exige uma contabilidade extremamente organizada e precisa, pois todas as receitas, custos e despesas devem ser comprovados.
  • Créditos de PIS e COFINS: Permite o aproveitamento de créditos sobre compras e despesas, o que pode reduzir a carga tributária desses tributos.
  • Compensação de prejuízos: Se a empresa tiver prejuízo fiscal em um período, pode usar esse valor para abater do lucro de períodos futuros, reduzindo o imposto a pagar.

Quando é vantajoso? É a melhor opção para empresas que operam com margens de lucro pequenas, ou até mesmo com prejuízo, já que o imposto só incide se houver lucro efetivo.

4. Lucro Arbitrado (oportunidade para se diferenciar)

O Lucro Arbitrado é um regime menos comum e geralmente não é uma escolha do contribuinte. Ele é aplicado pela autoridade fiscal quando a empresa não cumpre suas obrigações para determinar o lucro real ou presumido.

Isso pode acontecer, por exemplo, se a empresa perder seus livros contábeis, apresentar uma escrituração com falhas graves ou se recusar a apresentar documentos à fiscalização. O Fisco, então, “arbitra” o lucro com base em dados de empresas do mesmo setor ou em outras informações que possuir. As alíquotas costumam ser mais altas, funcionando como uma penalidade.

Embora seja uma situação a ser evitada, conhecer esse regime demonstra a importância de manter a contabilidade sempre em ordem.

Entenda: Diferenças entre Simples Nacional, Lucro presumido e Lucro real

Como escolher o enquadramento tributário ideal?

A escolha do regime tributário ideal não tem uma fórmula mágica. Ela depende de uma análise detalhada e individual de cada negócio. Para tomar a melhor decisão, você deve considerar os seguintes fatores:

  1. Previsão de Faturamento: Qual será a receita bruta da sua empresa nos próximos 12 meses? Esse é o primeiro filtro, pois define se você pode ou não optar pelo Simples Nacional, por exemplo.
  2. Atividade da Empresa (CNAE): Verifique se a sua atividade econômica permite a adesão a todos os regimes. Algumas profissões regulamentadas, por exemplo, têm restrições no Simples Nacional.
  3. Margem de Lucro: Sua empresa tem uma margem de lucro alta ou baixa? Se a margem for maior que a presunção do Lucro Presumido (ex: 32% para serviços), este regime pode ser vantajoso. Se for menor, o Lucro Real pode ser a melhor opção.
  4. Estrutura de Custos: Você tem muitos custos operacionais que geram créditos de PIS e COFINS (como aluguel, insumos, energia)? Se sim, o Lucro Real pode ser interessante devido ao sistema não cumulativo desses impostos.
  5. Folha de Pagamento: O peso da folha de salários também influencia. No Simples Nacional, a contribuição previdenciária patronal (INSS) já está inclusa na guia DAS para a maioria das atividades, o que pode ser uma grande economia.

A melhor forma de fazer essa análise é através de um planejamento tributário com a Contajá, simulando os cenários de imposto a pagar em cada um dos regimes aplicáveis ao seu negócio.

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Como mudar o enquadramento tributário?

Mudar o enquadramento tributário é uma decisão estratégica e pode gerar economia significativa de impostos, mas exige análise técnica e atenção aos prazos legais. Em geral, a alteração pode ocorrer no início do ano-calendário ou em situações específicas, como crescimento do faturamento, mudança de atividade (CNAE) ou desenquadramento automático do Simples Nacional.

Antes de qualquer mudança, é essencial avaliar faturamento, tipo de serviço, folha de pagamento, margem de lucro e impacto nos impostos. Um enquadramento errado pode aumentar a carga tributária ou gerar problemas com a Receita Federal.

Por isso, o melhor passo é contar com uma contabilidade online especializada, como a Contajá.
Com a Contajá, contadores analisam o cenário atual da empresa, simulam diferentes regimes (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real) e cuidam de todo o processo de reenquadramento de forma segura e legal. Assim, você evita erros, paga menos impostos quando possível e mantém sua empresa regular enquanto cresce.

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Posso mudar no enquadramento tributário?

Sim, é totalmente possível mudar o enquadramento tributário da sua empresa. No entanto, essa alteração de regime não pode ser feita a qualquer momento.

A janela de oportunidade para a troca ocorre sempre no início do ano. A empresa deve formalizar sua opção pelo novo regime até o último dia útil de janeiro, através do pagamento da primeira guia de imposto do ano (DAS, para o Simples Nacional, ou DARF, para os outros regimes) já na nova modalidade.

A decisão de mudar deve ser muito bem planejada. É essencial realizar simulações e contar com uma assessoria contábil para garantir que a alteração de regime será, de fato, benéfica para a empresa ao longo de todo o ano seguinte.

Dicas para um Planejamento Tributário Eficiente

Um bom planejamento tributário vai além da escolha inicial do regime. É um processo contínuo de gestão fiscal que busca a máxima economia de impostos dentro da lei.

  • Contate a Contajá: A Contajá realiza o seu planejamento tributário para que você esteja economizando e pagando o mínimo de impostos
  • Organize suas finanças: Mantenha um controle rigoroso de todas as entradas e saídas. Uma gestão financeira organizada é a base para qualquer análise tributária.
  • Faça projeções realistas: Projete seu faturamento, custos e despesas para o próximo ano. Isso permitirá simulações mais precisas.
  • Revise anualmente: O cenário da sua empresa muda. O faturamento aumenta, novas despesas surgem. Por isso, revise seu enquadramento tributário todo final de ano.
  • Aproveite os incentivos fiscais: Fique atento a possíveis benefícios fiscais federais, estaduais ou municipais para o seu setor de atuação.
  • Utilize a tecnologia: Plataformas de contabilidade online oferecem ferramentas que automatizam a emissão de notas, controlam o fluxo de caixa e geram relatórios essenciais para a tomada de decisão.

Veja sobre: Simples Nacional na reforma tributária: o que muda o que não muda

Consultoria contábil: Vale a pena para fazer meu enqudramento?

Navegar pelo complexo sistema tributário brasileiro sem ajuda especializada é um risco que nenhum empreendedor deveria correr. Um contador não é apenas alguém que gera guias de impostos; ele é um parceiro estratégico para o sucesso do seu negócio.

A consultoria contábil é fundamental para:

  • Realizar uma análise tributária profunda: O contador tem o conhecimento técnico para avaliar todas as variáveis do seu negócio e indicar o enquadramento tributário mais vantajoso.
  • Garantir a conformidade tributária: Manter sua empresa em dia com todas as obrigações fiscais, evitando multas e dores de cabeça.
  • Identificar oportunidades de economia: Um profissional qualificado pode encontrar formas legais de reduzir sua carga tributária que você talvez desconheça.
  • Oferecer suporte na tomada de decisões: Ajudar em momentos cruciais, como a alteração de regime ou a expansão do negócio.

Acerte no enquadramento tributário com a Contajá

Escolher o enquadramento tributário correto é uma das decisões mais importantes para a saúde financeira da sua empresa. Como vimos, essa escolha exige análise, planejamento e, acima de tudo, conhecimento especializado.

É por isso que a Contajá está aqui para ajudar. Somos uma contabilidade online completa, com mais de 150 especialistas prontos para realizar um planejamento tributário detalhado para o seu negócio, seja ele do Simples Nacional ou do Lucro Presumido.

Com planos a partir de R$ 137,00 por mês, oferecemos uma plataforma completa para emissão de notas fiscais e controle de declarações, além de um time de contadores de verdade disponível das 8h às 20h para tirar todas as suas dúvidas. Quer abrir sua empresa? Fazemos isso em até 72 horas e não cobramos honorários contábeis. Já tem um contador? A troca é gratuita e sem burocracia.

Não é à toa que somos considerados a melhor contabilidade online do Brasil, com nota 9.2 no Reclame Aqui. Deixe a complexidade tributária com quem entende do assunto.

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Quais são os principais tipos de enquadramento tributário no Brasil?

Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real.

Como escolher o enquadramento tributário adequado para minha empresa?

Avalie o porte, faturamento, atividade econômica e a carga tributária de cada regime com a ajuda de um contador.

O enquadramento tributário pode ser alterado?

Sim, é possível mudar o regime tributário, geralmente no início do ano fiscal ou conforme regras específicas.

Como o enquadramento tributário impacta os impostos pagos pela empresa?

Cada regime tem alíquotas, bases de cálculo e obrigações fiscais diferentes, influenciando o valor total de impostos.

Fale com a Contajá

Lívia Barroso

COO e contadora responsável técnica da Contajá, contabilidade online para micro e pequenas empresas. Graduada em Ciências Contábeis pela UFV e com MBA em Gestão de Pessoas com Ênfase em Liderança Organizacional pela USP/Esalq, lidera as operações da empresa aliando visão estratégica, excelência técnica e foco total na experiência do cliente.