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Contabilidade para Lucro Presumido em 2026: como funciona, impostos e quanto custa

A melhor contabilidade para lucro presumido é a Contajá. Conheça as nossas vantagens e como podemos ser parceiros do seu negócio! Confira nosso artigo

Imagem de pessoas com braços cruzados

A contabilidade para Lucro Presumido é o serviço que apura os impostos de empresas com faturamento de até R$ 78 milhões por ano usando percentuais de lucro fixados pela Receita Federal: 8% para comércio e 32% para serviços, na maior parte dos casos. Em 2026, o regime ganhou novas regras com a LC 224/2025, que criou a presunção progressiva para quem fatura acima de R$ 5 milhões, e com a fase de teste da Reforma Tributária (IBS e CBS).

Neste guia, você vai entender como funciona o regime, quais impostos pagar, o que mudou em 2026 e quanto custa manter uma contabilidade especializada.

O que é o Lucro Presumido?

O Lucro Presumido é um regime tributário em que a Receita Federal presume o lucro da empresa a partir de um percentual fixo sobre o faturamento, sem olhar o lucro real do negócio. Sobre essa base presumida incidem o IRPJ e a CSLL.

Ele é uma alternativa ao Simples Nacional e ao Lucro Real para empresas que faturam até R$ 78 milhões por ano. Na prática, é muito usado por prestadores de serviços com margem de lucro alta, clínicas, empresas de tecnologia e negócios que ultrapassaram o teto de R$ 4,8 milhões do Simples.

Como funciona a contabilidade para Lucro Presumido na prática?

A contabilidade no Lucro Presumido funciona em ciclos mensais e trimestrais. Veja o passo a passo e o que a Contajá faz por você em cada etapa:

1. Enquadramento e planejamento tributário

Antes de tudo, é preciso confirmar que o Lucro Presumido é mesmo o regime mais barato para a sua margem de lucro. A Contajá faz essa simulação gratuita comparando Simples, Presumido e Real, dentro de um planejamento tributário preventivo.

2. Classificação da atividade e percentual de presunção

Cada atividade tem um percentual de presunção diferente (8%, 16% ou 32%). Uma classificação errada de CNAE gera imposto pago a mais ou risco de autuação. A Contajá revisa o CNAE e o percentual aplicado.

3. Registro das receitas e conciliação

Todas as notas emitidas e receitas financeiras entram na base de cálculo. Na plataforma da Contajá, as notas emitidas já são reconhecidas automaticamente.

4. Apuração mensal (PIS, COFINS e ISS)

Todo mês a empresa recolhe PIS de 0,65%, COFINS de 3% e ISS de 2% a 5%, conforme o município. A Contajá calcula e envia as guias com antecedência.

5. Apuração trimestral (IRPJ e CSLL)

Nos dias 31/03, 30/06, 30/09 e 31/12, apuram-se IRPJ (15% mais adicional de 10% sobre o que passar de R$ 60 mil de lucro presumido no trimestre) e CSLL (9%). A Contajá apura, gera os DARFs e avisa os prazos.

6. Entrega das obrigações acessórias

DCTF, EFD-Contribuições, ECF e escrituração contábil completa, com certificado digital. A Contajá entrega todas as obrigações acessórias e mantém a empresa 100% regular.

7. Revisão anual do enquadramento

Todo fim de ano vale simular de novo os regimes, porque margem, faturamento e legislação mudam. A Contajá faz essa revisão do enquadramento tributário com você.

O que mudou no Lucro Presumido em 2026?

A principal mudança de 2026 é a presunção progressiva criada pela Lei Complementar 224/2025. Funciona assim:

  • Faturamento anual até R$ 5 milhões: nada muda. Valem os percentuais originais (8% comércio, 32% serviços).
  • Parcela do faturamento acima de R$ 5 milhões: o percentual de presunção sobe 10% apenas sobre o excedente. O de 8% vira 8,8% e o de 32% vira 35,2%.

Atenção aos prazos: o acréscimo vale para o IRPJ desde janeiro de 2026 e, para a CSLL, desde abril de 2026, por causa da noventena.

Exemplo prático: uma empresa de serviços que fatura R$ 6 milhões no ano aplica 32% sobre os primeiros R$ 5 milhões (base de R$ 1,6 milhão) e 35,2% sobre R$ 1 milhão excedente (base de R$ 352 mil). Base total: R$ 1,952 milhão, contra R$ 1,92 milhão pela regra antiga.

A LC 224/2025 também reduziu isenções de PIS e COFINS: produtos e serviços que tinham alíquota zero passaram a pagar 10% da alíquota padrão do regime cumulativo (PIS de 0,065% e COFINS de 0,30%), com exceção de livros, Zona Franca de Manaus e cesta básica nacional. Veja mais em Reforma Tributária no Lucro Presumido.

Quais são os impostos do Lucro Presumido?

Os impostos do Lucro Presumido são seis principais: IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, ISS (serviços) ou ICMS (comércio), além do INSS patronal de 20% sobre a folha de pagamento. Veja o resumo:

ImpostoAlíquotaBase de cálculoApuração
IRPJ15% + adicional de 10%Lucro presumido (8% a 32% da receita)Trimestral
CSLL9%Lucro presumido (12% ou 32% da receita)Trimestral
PIS0,65%FaturamentoMensal
COFINS3%FaturamentoMensal
ISS2% a 5%Faturamento de serviçosMensal
INSS patronal20%Folha de pagamentoMensal

Para empresas de serviços, a carga total costuma ficar entre 13,33% e 16,33% do faturamento, mais o INSS sobre a folha. Quer saber o custo de contratar? Veja quanto custa um funcionário para a empresa.

Quanto custa a contabilidade para Lucro Presumido?

Uma contabilidade para empresa do Lucro Presumido custa, em média, de R$ 500 a R$ 1.500 por mês no modelo tradicional. Na contabilidade online, o valor cai bastante: na Contajá, os planos partem de R$ 137 por mês, com contadores disponíveis das 8h às 20h e plataforma para emissão de notas.

O Presumido exige mais obrigações que o Simples (DCTF e EFD-Contribuições mensais, por exemplo), por isso o honorário costuma ser um pouco maior que o de empresas do Simples. Ainda assim, a economia de imposto que um bom contador online gera com planejamento costuma pagar o serviço.

Especificações IRPJ CSLL
Receita Operacional Bruta com a venda de produtos R$ 200.000 R$ 200.000
Percentual de lucro fixado fiscalmente 8% 12%
Lucro Presumido decorrente da Receita Operacional Bruta (ROB) R$ 16.000 R$ 21.000
Outras Receitas para adicionar integralmente:
Receitas financeiras R$ 3.000 R$ 3.000
Aluguel de imóvel (quando não for objeto social da empresa) R$ 2.000 R$ 2.000
Lucro Presumido Total R$ 21.000 R$ 24.000

Lucro Presumido, Simples Nacional ou Lucro Real: qual escolher?

Depende da margem de lucro. A regra prática: se a empresa lucra mais do que o percentual de presunção da atividade, o Presumido tende a compensar. Se lucra menos, o Lucro Real pode ser mais barato. Se fatura pouco e a atividade permite, o Simples costuma vencer. Entenda os três em regimes de tributação.

CaracterísticaSimples NacionalLucro PresumidoLucro Real
Teto de faturamentoR$ 4,8 milhões/anoR$ 78 milhões/anoSem limite (obrigatório acima de R$ 78 mi)
Guia de pagamentoÚnica (DAS)Separada por tributoSeparada por tributo
Carga média4% a 33%13,33% a 16,33% + INSS20% a 35%
Base de cálculoFaturamento (anexos)Lucro presumidoLucro contábil real
ComplexidadeBaixaMédiaAlta

Leia também: Tabela Simples Nacional 2026, quem pode optar pelo Lucro Presumido e quanto custa abrir uma empresa.

Como a Reforma Tributária afeta o Lucro Presumido em 2026?

Desde janeiro de 2026, as empresas do Lucro Presumido participam da fase de teste do IBS e da CBS, com alíquota simbólica de 1% (0,9% de CBS e 0,1% de IBS), compensável com o PIS/COFINS pago. Não há aumento efetivo de carga neste ano, mas há obrigação nova: desde 3 de agosto de 2026, o preenchimento dos campos de IBS e CBS na nota fiscal passa a ser obrigatório, segundo o Comitê Gestor do IBS.

A partir de 2027, a CBS substitui PIS e COFINS de vez, e o ICMS e o ISS fazem a transição para o IBS até 2033. Para quem está no Presumido, isso muda a apuração mensal e exige sistema de emissão de notas adaptado. Veja o cronograma completo da Reforma Tributária e o que é a NBS.

Vale a pena o Lucro Presumido em 2026? Recapitulando

O Lucro Presumido segue valendo a pena para empresas com margem de lucro acima do percentual de presunção, faturamento até R$ 78 milhões e folha de pagamento enxuta. As novidades de 2026 (presunção progressiva acima de R$ 5 milhões e fase de teste do IBS/CBS) tornaram a simulação anual entre regimes ainda mais importante.

A Contajá cuida de toda a contabilidade do Lucro Presumido: apuração, guias, obrigações acessórias, folha e planejamento tributário, com atendimento via WhatsApp das 8h às 20h e mais de 200 especialistas. Fale com a Contajá e receba uma análise gratuita do seu regime tributário.

Tabela Lucro Presumido

Para se ter uma ideia dos valores e percentuais, no caso de empresas de serviço que faturam até R$187.500,00 por trimestre, a Tabela do Lucro Presumido seria a seguinte:

IMPOSTO ALÍQUOTA APURAÇÃO
Federais 11,33% Mensal (3,65%)
Trimestral (7,68%)
Municipais De 2% a 5% Mensal
Total 13,33% a 16,33%

Perguntas frequentes sobre contabilidade para Lucro Presumido

Empresa do Lucro Presumido é obrigada a ter contador?

Sim. Toda empresa do Lucro Presumido precisa de contador responsável e de escrituração contábil completa, incluindo Livro Diário e Razão. Sem isso, a empresa fica sujeita a multas e não consegue comprovar a distribuição de lucros isenta aos sócios.

Qual o limite de faturamento do Lucro Presumido em 2026?

O limite é de R$ 78 milhões por ano. Acima disso, a empresa é obrigada a migrar para o Lucro Real. Bancos, seguradoras e algumas atividades financeiras são obrigadas ao Lucro Real independentemente do faturamento.

O que é a presunção progressiva da LC 224/2025?

É o acréscimo de 10% no percentual de presunção que passou a valer em 2026 sobre a parcela do faturamento anual que exceder R$ 5 milhões. Uma empresa de serviços, por exemplo, aplica 32% até R$ 5 milhões e 35,2% sobre o que passar disso. Para o IRPJ vale desde janeiro e para a CSLL desde abril de 2026.

Posso distribuir lucros isentos de imposto no Lucro Presumido?

Sim. A distribuição de lucros aos sócios é isenta de Imposto de Renda até o valor da base presumida menos os tributos federais. Para distribuir acima disso com isenção, é preciso escrituração contábil completa que comprove o lucro efetivo.

Prestador de serviço paga quanto de imposto no Lucro Presumido?

Em geral, entre 13,33% e 16,33% sobre o faturamento, somando IRPJ, CSLL, PIS, COFINS e ISS. Além disso, há INSS patronal de 20% sobre a folha de pagamento e o pró-labore.

Quando o Simples Nacional é melhor que o Lucro Presumido?

O Simples costuma ser melhor para empresas com faturamento menor, folha de pagamento alta em relação à receita (Fator R) e atividades com alíquotas iniciais baixas nos anexos. A partir de certo faturamento, ou quando a margem é alta e o ISS municipal é baixo, o Presumido passa a vencer. Só a simulação caso a caso responde com precisão.

Características Lucro Presumido Simples Nacional Lucro Real
Recolhimento de Impostos Separadamente, via DARFs, conforme cada tributo, e demais documentos Unificado em uma única guia: DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) Separadamente, via DARFs, conforme cada tributo, e demais documentos
Cálculo dos Tributos Com base em uma margem de presunção sobre a receita bruta Com base nas tabelas progressivas dos Anexos I a V da LC 123/2006, conforme a atividade exercida Baseado no lucro líquido contábil ajustado por adições/exclusões previstas em lei
Apuração dos Tributos Trimestral para IRPJ e CSLL; Mensal para PIS e COFINS Mensal Pode ser trimestral ou mensal estimado, conforme opção da empresa
Faturamento Permitido Empresas com até R$78 milhões por ano Limite de até R$4,8 milhões ao ano para ME e EPP Obrigatório para empresas com faturamento acima de R$78 milhões, em atividades específicas, ou opção
Alíquotas (Carga Efetiva) Média entre 13,33% e 16,33%, considerando IRPJ, CSLL, PIS, COFINS e ISS Varia de 4% a 33%, conforme o faturamento e o anexo da empresa Varia de 20% a 35%, dependendo do lucro, receita e atividade
Informações atualizadas conforme legislação vigente – Contajá
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Lívia Barroso

COO e contadora responsável técnica da Contajá, contabilidade online para micro e pequenas empresas. Graduada em Ciências Contábeis pela UFV e com MBA em Gestão de Pessoas com Ênfase em Liderança Organizacional pela USP/Esalq, lidera as operações da empresa aliando visão estratégica, excelência técnica e foco total na experiência do cliente.